Os carros elétricos são considerados uma solução sustentável para o futuro da mobilidade, pois não emitem poluentes e podem ser abastecidos com fontes renováveis de energia. No entanto, eles ainda são muito caros no Brasil e no mundo, o que limita sua popularização. Mas quais são os motivos que fazem os carros elétricos custarem tanto?
Um dos principais fatores é o custo das baterias, que são responsáveis por armazenar a energia elétrica que alimenta o motor. As baterias de íon-lítio, as mais usadas atualmente, têm um preço elevado por causa da escassez e da demanda pelo lítio, um metal raro e essencial para sua fabricação. Além disso, as baterias têm uma vida útil limitada e precisam ser substituídas periodicamente.
Outro fator é o custo do motor elétrico, que é mais complexo e sofisticado do que o motor a combustão. O motor elétrico usa materiais como ímãs permanentes e cobre, que também são caros e disputados no mercado. O motor elétrico também requer um inversor, um dispositivo que converte a corrente contínua da bateria em corrente alternada para o motor, e um controlador, que regula a velocidade e a potência do motor.
Além dos custos de produção, os carros elétricos também sofrem com a carga tributária e a falta de incentivos fiscais no Brasil. Os carros elétricos pagam zero de imposto de importação, mas ainda têm um IPI médio de 9%, enquanto os carros a combustão pagam entre 7% e 25%, dependendo da cilindrada e da eficiência energética. Os carros elétricos também não têm benefícios como desconto no IPVA ou no rodízio municipal.
Outra dificuldade para os carros elétricos é a falta de infraestrutura para recarga. No Brasil, existem poucos postos públicos ou privados onde é possível recarregar as baterias dos carros elétricos. Isso gera uma insegurança nos consumidores, que temem ficar sem energia no meio do caminho. Além disso, o tempo de recarga ainda é longo, podendo levar horas para completar a carga.
Portanto, os carros elétricos são tão caros por causa de vários fatores, que envolvem desde a tecnologia empregada até as políticas públicas adotadas. Para que os carros elétricos se tornem mais acessíveis e competitivos, é preciso que haja uma redução nos custos de produção, uma melhoria na infraestrutura de recarga e uma maior oferta de incentivos fiscais e regulatórios.
Quantos carros elétricos tem no Brasil?
Os carros elétricos são uma tendência mundial e uma alternativa mais sustentável aos veículos movidos a combustíveis fósseis. Mas quantos carros elétricos existem no Brasil atualmente? E quais são os modelos disponíveis no mercado nacional?
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil tinha 79,8 mil veículos elétricos em circulação no final de 2021, entre automóveis, utilitários e veículos comerciais leves. Esse número representa um crescimento de 77% em relação a 2020, quando foram emplacados 19,7 mil veículos elétricos e híbridos. A ABVE prevê que o Brasil chegará a 100 mil veículos elétricos no começo do segundo semestre de 2022.
Os veículos elétricos se dividem em três tipos: os 100% elétricos, que não possuem motor a combustão e são movidos apenas por baterias recarregáveis; os híbridos, que combinam um motor a combustão com um motor elétrico de bateria recarregável; e os híbridos plug-in, que oferecem a opção de recarga externa da bateria. No Brasil, os híbridos são os mais populares, representando 94% da frota de veículos elétricos.
A maior parte dos veículos elétricos está concentrada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que oferecem incentivos para a eletromobilidade, como redução do IPVA, isenção do rodízio e ampliação da infraestrutura de recarga. Entre as cidades, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro lideram o ranking de veículos elétricos.
O mercado brasileiro oferece diversas opções de modelos de carros elétricos, desde os mais acessíveis até os mais luxuosos e potentes. Entre as marcas que vendem carros elétricos no Brasil estão Audi, BMW, Chevrolet, Hyundai, JAC Motors, Mercedes-Benz, Nissan, Porsche, Renault, Tesla, Toyota e Volkswagen. Os preços variam de R$ 159.990 do JAC iEV20 até R$ 1.399.900 do Mercedes EQS AMG 53.
Os carros elétricos apresentam diversas vantagens em relação aos carros convencionais, como menor emissão de poluentes, menor custo de manutenção, maior eficiência energética e maior conforto acústico. No entanto, eles também enfrentam alguns desafios no Brasil, como o alto custo de aquisição, a baixa oferta de modelos e versões, a escassez de pontos de recarga e a falta de uma política nacional de incentivo à mobilidade elétrica.
Apesar das dificuldades, os carros elétricos têm um grande potencial de crescimento no Brasil nos próximos anos. Segundo um estudo da consultoria Bright Consulting, um a cada dez carros vendidos no Brasil até 2030 será elétrico. Para isso acontecer, será necessário um maior investimento em infraestrutura, tecnologia e educação para difundir os benefícios dos veículos elétricos para o meio ambiente e para a sociedade.


